domingo, 29 de janeiro de 2017

Nasa fotografa face oculta da Lua em passagem pela Terra

As fotos foram feitas em uma passagem da Lua pela Terra 
em 16 de julho, durante um intervalo de quase quatro horas. (NOAA/Nasa)

Publicado originalmente no site da Revista Veja, em 6 ago 2015.

Nasa fotografa face oculta da Lua em passagem pela Terra.

A imagem revela o lado do satélite que não pode ser observado da superfície terrestre. A foto foi feita pela câmera Epic, do satélite DSCOVR, a 1,6 milhão de quilômetros da Terra.

Por Da Redação

O lado oculto da Lua, jamais visto por quem está na superfície terrestre, foi captado pela Nasa totalmente iluminado pelo Sol. A série de imagens, divulgada na quarta-feira (5), revela os detalhes do satélite em uma passagem pela Terra, em 16 de julho, em um intervalo de quase quatro horas.

A fotografia foi feita pela câmera Epic (Earth Polychromatic Imaging Camera) a bordo do satélite DSCOVR (Deep Space Climate Observatory), que orbita o planeta a 1,6 milhão de quilômetros. A Lua está a 384 400 quilômetros da superfície terrestre. As imagens foram feitas enquanto a Lua se move do Oceano Pacífico em direção à América do Norte. O polo Norte está localizado no canto direito da imagem.

O ‘lado negro’ – A face oculta da Lua foi vista pela primeira vez em 1959, pela nave soviética Luna 3 e, desde então, tem sido documentada pela Nasa. Quem está sobre a superfície terrestre não consegue observá-la porque o período de rotação da Lua está em sincronia com seu período orbital, ou seja, o tempo que leva parar girar sobre si mesma (rotação) é igual ao que leva para girar ao redor da Terra (translação).

As imagens divulgadas pela Nasa são resultado de uma composição de três fotografias com diferentes filtros, que vão do ultravioleta ao infravermelho, e revelam em detalhes diferentes aspectos do espaço, como a cor “natural” do satélite e da Terra.

“É supreendente o quanto a Terra é mais brilhante que a Lua. Nossa planeta é um objeto verdadeiramente brilhante no espaço escuro em comparação à superfície lunar”, afirmou o astrônomo Adam Szabo, da missão DSCVR, no comunicado da Nasa que revelou as imagens.

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br/ciencia

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O estranho objeto encontrado pela Nasa em Marte



Publicado originalmente no site G1 - Ciência e Saúde, em 23/01/2017.

O estranho objeto encontrado pela Nasa em Marte.

Cientistas acreditam se tratar de meteorito composto por ferro e níquel; corpos celestes metálicos são raramente encontrados na Terra.

Por BBC

Um robô da Nasa, a agência espacial americana, descobriu o que pode ser um meteorito metálico na superfície de Marte.

Se confirmado, seria o terceiro objeto deste tipo encontrado pelo jeep-robô Curiosity desde agosto de 2012, quando pousou na superfície do planeta.

Uma imagem do objeto, feita no último dia 12 e disponibilizada no site da Nasa, revela que ele já foi "escaneado" pelo raio laser que o veículo usa para vaporizar parte da superfície de amostras, enquanto um espectômetro detecta sua composição através da análise da nuvem de plasma provocada pelo raio.

As imagens sugerem que o suposto meteorito poder ser feito de uma combinação entre ferro e níquel, e se isso for confirmado pela análise dos dados coletados pelo Curiosity, se saberá que ele foi formado a partir do núcleo de um asteroide. As imagens também revelam que o objeto tem sulcos compatíveis com o atrito de entrada na atmosfera de um planeta.

"O objeto foi batizado de Ames Knob e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel", disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.

Veículos-robô em Marte já encontraram sete meteoritos metálicos no planeta (pelo menos sete foram localizados por outros veículos americanos, o Opportunity e o Spirit), mas o interessante nisso tudo é essa particularidade de seu perfil. Na Terra, 95% dos meteoritos encontrados são rochosos.

Por que isso ocorreu? Pode ser fruto da diferença de ambientes entre os dois planetas no que diz respeito à erosão. Ou pelo fato de o terreno escarpado de Marte tornar mais difícil a localização de rochas específicas.

A ausência de oxigênio e água na atmosfera de Marte impede a oxidação de objetos metálicos, que são erodidos pelo vento e mudanças de temperatura.

Observações iniciais das imagens sugerem, de acordo com a revista "New Scientist", que o meteorito pode ter caído há relativamente pouco tempo, pois sua superfície parece suave e brilhante – ele ainda não teria sido erodido. Só que também pode se tratar de um meteorito antigo que foi polido pelas violentas tempestades de areia que atingem o planeta.

O Curiosity percorreu mais de 15 km desde que pousou no interior da Cratera Gale, há quatro anos e meio. Os cientistas americanos esperam tentar criar uma linha de tempo para as transformações ambientais sofridas pelo planeta – acredita-se, por exemplo, que a cratera, hoje um imenso deserto assolado por ventos, já foi um imenso lago que poderia ter abrigado algum tipo de vida.

NASA.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/ciencia-e-saude

Fotos/Legendas/Créditos:
F/1 - Em outubro do ano passado, o Curiosity encontrou este meteorito na mesma região de Marte (Foto: Nasa).
F/2 - Close-up do objeto mostra marcas deixadas pelo laser do Curiosity (Foto: Nasa).

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O misterioso rio de ferro líquido no centro da Terra


O rio de ferro líquido corre a cerca de 3 mil quilômetros de profundidade.
Foto: Esa.

Publicado originalmente no site G1/Ciência e Saúde, em 23/12/2016.
O misterioso rio de ferro líquido descoberto no centro da Terra.
Cientistas dizem que corrente a 3 mil km de profundidade pode ajudar a explicar funcionamento do campo magnético de nosso planeta.
Por Jonathan Amos, BBC.
Cientistas dizem ter descoberto um rio de ferro líquido no centro da Terra, correndo debaixo do Estado americano do Alasca e da região russa da Sibéria.
Essa massa ambulante de metal foi detectada graças aos satélites europeus Swarm - um trio que está mapeando o campo magnético da Terra para entender seu funcionamento. O campo protege toda a vida do planeta contra a radiação espacial.
Para os cientistas, a existência do rio de ferro líquido é a melhor explicação para uma concentração de forças no campo magnético terrestre que os satélites registraram no Hemisfério Norte.
"É uma corrente de ferro líquido que se move cerca de 50 km por ano", explica Chris Finlay, da Universidade Técnica da Dinamarca.
“É um líquido metálico muito denso e é preciso uma quantidade enorme de energia para movê-lo. É provavelmente o movimento mais rápido que temos no manto terrestre" disse ele à BBC.
Finlay explica que a corrente de metal líquido é como o jet stream na atmosfera da Terra - a corrente de ar em altas altitudes usada por aviões para voar mais rápido. O rio de metal porém, está a 3 mil metros de profundidade.
Os cientistas acreditam que o rio tenha 420 km de largura e percorra quase metade da circunferência da Terra. O comportamento dessa massa metálica será crítico para a geração e manutenção do campo magnético terrestre.
"É possível que a corrente tenha funcionado por centenas de milhões de anos", diz Phil Livermore, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e um dos autores do estudo detalhando a descoberta, publicado na revista científica Nature Geoscience.
Rainer Hollerbach, outro cientistas envolvido no projeto, acredita que o líquido se move graças à força da flutuabilidade ou por conta de mudanças no campo magnético do núcleo terrestre.
Lançados em novembro de 2013 pela Agência Espacial Europeia (ESA), o satélites Swarm estão fornecendo acesso sem precedentes à estrutura e ao comportamento do campo magnético terrestre.
Com instrumentos altamente sensíveis, os satélites estão gradualmente analisando os vários componentes do campo, do sinal dominante vindo do movimento do ferro no núcleo externo à quase imperceptível contribuição feita pelas correntes oceânicas.
Os cientistas esperam que os dados do satélite ajudem a explicar a razão pela qual o campo magnético da Terra tem enfraquecido nos últimos séculos. Alguns cientistas especulam que o planeta pode estar próximo de um inversão de polaridade, em que o sul se tornará norte e o norte se tornará sul.
Isso ocorre a cada centenas de milhares de anos.
Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Revelação da origem de uma das crateras da Lua

 Cratera Oriental, na Lua, é composta por anéis e tme 930 km de diâmetro .
 (Foto: Ernest Wright, NASA/GSFC Scientific Visualization Studio)

Publicado originalmente no site G1 - Cência e Saúde, em 28/10/2016.

Cientistas revelam origem de uma das maiores crateras da Lua.

Cratera Oriental, composta por anéis, foi formada há 3,8 bilhões de anos.

Descobertas foram publicadas na revista 'Science'.

Da EFE
  
Cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) e da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriram a origem de Oriental, uma das maiores e mais bem-preservadas crateras da Lua, formada há 3,8 bilhões de anos. Os achados sobre a cratera, formada por três anéis e com diâmetro de 930 km, foram publicados nesta quinta-feira (27) na revista "Science".

A descoberta, fruto de estudos divulgados em dois artigos, foi possível graças aos dados colhidos em 2012 pelos satélites da missão "Laboratório Interior e de Recuperação de Gravidade" (Grail, sigla em inglês) da Nasa.

De acordo com o estudo do geólogo Brandon Johnson, da Universidade Brown, o objeto que criou a cratera Oriental tinha 64 km de diâmetro e impactou a Lua a uma velocidade de 15 km por segundo.
Esse impacto criou uma cratera de diâmetro entre 320 e 460 quilômetros, que não corresponde a nenhum dos anéis atuais. Essa cratera formada pelo impacto inicial pode ter entrado em colapso pelas fraturas da rocha e suas temperaturas, formação de três anéis concêntricos visíveis atualmente.

"Grandes impactos como o que formou Oriental foram os maiores fatores de mudanças nas crostas planetárias do sistema solar. Graças aos dados surpreendentes fornecidos pelo Grail, compreendemos melhor como se formaram essas bacias, e podemos usar esses conhecimentos em outros planetas e luas", disse Johnson.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/ciencia-e-saude

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sonda New Horizons passa pelo Planeta Plutão

Foto: Nasa TV/Divulgação.

Do G1, em 15/07/2015.

Nasa divulga primeiras imagens da passagem de sonda por Plutão
Sonda New Horizons passou a 12,5 mil km de distância do planeta anão.
Fotos de alta resolução foram transmitidas para a Terra nesta quarta-feira, 
15 de julho de 2015.

Imagem mostra superfície de Plutão feita pela New Horizons.

terça-feira, 31 de março de 2015

Dez fotos incríveis de Marte











A sonda da Nasa Mars Reconnaissance Orbiter (MRO, na sigla em inglês, ou satélite de reconhecimento de Marte, em tradução livre) percorre a superfície do Planeta Vermelho desde 2006. Operada pela Universidade do Arizona, ela é equipada com uma câmera de alta resolução que proporciona imagens de tirar o fôlego

Foto: Divulgação/NASA /JPL-Caltech/University of Arizona.