quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Nasa localiza robô Opportunity em Marte...

Ilustração mostra o jipe Opportunity em Marte 
Foto: Nasa

Publicado originalmente no site G1/Ciência, em 26/09/2018

Nasa localiza robô Opportunity em Marte, mas segue sem comunicação

Opportunity hiberna desde junho, após enfrentar gigantesca tormenta de poeira , que cobriu todo o planeta durante meses.

Por France Presse

Um pequeno ponto branco em meio a uma cratera do chamado Vale da Perseverança visto de um satélite a 267 km de Marte: o robô Opportunity foi localizado, mas não se comunica desde 10 de junho passado.

A Nasa anunciou nesta terça-feira (25) que a câmera de alta resolução de seu satélite Mars Reconnaissance Orbiter conseguiu fotografar em 20 de setembro o local onde o Opportunity hiberna desde a gigantesca tormenta de poeira de junho, que cobriu todo o planeta durante meses.

Sem os raios solares para alimentar suas baterias, devido ao bloqueio da poeira, o Opportunity entrou em hibernação.

Os engenheiros da Nasa esperavam que as baterias mantivessem um mínimo de energia para despertar o robô assim que a tormenta se dissipasse, mas ela se foi e ainda não conseguiram manter contato com o "Oppy", considerado durante muito tempo imortal porque sua missão, iniciada em 2004, era prevista para apenas 90 dias.

Em 31 de agosto passado, a Nasa se deu um prazo até meados de outubro para restabelecer as comunicações, além do qual a missão do robô será oficialmente concluída.

NASA

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/ciencia-e-saude 

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Maior eclipse total da Lua do século 21 ocorre nesta sexta

Eclipse poderá ser visto do nordeste

Maior eclipse total da Lua do século 21 ocorre nesta sexta

Fenômeno conhecido como “Lua de Sangue” poderá ser visto no Brasil

Por Carolina Gonçalves (Repórter da Agência Brasil)

Olhar para o céu no início da noite de amanhã (27) será um convite obrigatório. A partir das 16h30 começa o eclipse lunar mais longo do século 21, que deve durar cerca de uma hora e 43 minutos. Em quase todo o planeta será possível acompanhar o fenômeno que, geralmente, ocorre duas vezes por ano, com um tempo de duração de 60 a 80 minutos, podendo durar até muito menos. Em 2015, por exemplo, a cobertura total da Lua durou apenas 12 minutos.“Agora a Lua vai atravessar bem no centro da sombra da Terra”, explicou a pesquisadora Josina Nascimento, do Observatório Nacional. E é por isso que vai demorar mais tempo até que ela volte a aparecer. Mas, no Brasil, essa fase do eclipse não será visível pelo período integral de 104 minutos. “Toda a parte leste do Brasil vai ver a Lua nascer já durante o eclipse total. Dependendo do lugar, no Rio de Janeiro, por exemplo, a Lua vai nascer 17h26, quando o céu ainda estará claro. Por volta de 18h13, fica mais visível e é quando começa o eclipse parcial [quando a Lua começa a sair da sombra da Terra]”, afirmou.O eclipse da Lua acontece quando o Sol, Terra e Lua ficam alinhados nesta ordem. O Sol, iluminando a Terra, faz uma sombra no espaço em duas partes: a penumbra, que ainda revela raios do Sol, e a umbra que não recebe qualquer feixe de luz. “Quando a Lua, caminhando em torno da Terra, penetra totalmente na sombra escura temos o eclipse total”, completou a pesquisadora.

No Brasil, em toda a parte leste do país, a Lua já vai nascer na fase total do eclipse, fase que termina às 18h13, no horário de Brasília. A partir desse horário, a Lua começa a sair da sombra mais escura da Terra [umbra], iniciando o eclipse parcial, que dura até 19h19. O fenômeno completo, que inclui a fase penumbral do eclipse, termina às 20h29. Segundo Josina, o eclipse total será visto por toda as regiões Sul, Sudeste e Nordeste. “O Centro-Oeste e parte da Região Norte verá o eclipse parcial e a parte mais a oeste da Região Norte verá somente o eclipse penumbral”, disse.

Se o tempo do fenômeno já carrega um grau de ineditismo, o espetáculo promete ser ainda maior pelas cores com as quais a Lua despontará no horizonte: um efeito laranja avermelhado que dá nome à Lua de Sangue, provocado durante o eclipse total.

“Depois que o sol se põe você tem a tonalidade do horizonte avermelhado que é causado pelos raios de sol passando pela atmosfera. Ou seja, mesmo sem ver o sol, ainda recebe um pouco dessa luz. Os tons vermelhos são os menos filtrados e acabam se destacando mais. O mesmo acontece no eclipse total da Lua. Quando está totalmente na umbra [sombra mais escura da Terra] fica totalmente escura mas ainda chega à Lua os raios solares que passam pela atmosfera da Terra. Passam os mais próximos do vermelho e ela fica com essa tonalidade”, explicou a pesquisadora.

O show celeste ainda promete a maior visibilidade de planetas que estarão na mesma linha. Marte, sem dúvida, merecerá o destaque por estar, desde o início do ano, em máxima brilhância, se destacando como um ponto vermelho ao lado da Lua. O pico desse efeito está previsto para o dia 3 de agosto, mas já é impossível ignorar a presença desse planeta visto a olhos nus. “Júpiter também estará no alto. Vênus está a oeste e Saturno estará entre Marte e Júpiter, na mesma linha, também muito brilhante mas menos que Marte.”

Texto e imagem reproduzidos do site: cinform.com.br

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Evidências da presença de água líquida em Marte...

Imagem mostra a representação artística da sonda 
Mars Express  sobre o hemisfério sul de Marte. No canto superior 
direito está a cobertura de gelo no planeta.  No canto inferior, 
a representação das leituras de radar. Em azul, 
pontos interpretados como preserça de um reservatório.
 Foto: Davide Coero Borga/INAF/ESA via AP

Publicado originalmente no site G1, em 25/07/2018

Evidências da presença de água líquida em Marte são descobertas por pesquisadores com uso de radar

Estudo publicado na revista 'Science' aponta reservatório oculto sob a superfície da região polar sul do 'Planeta Vermelho'. Descoberta foi realizada por pesquisadores italianos.

Por Carolina Dantas, G1

Pesquisadores italianos anunciaram nesta quarta-feira (25) que há indícios de presença de água líquida em Marte. Segundo dados coletados por um radar da Agência Especial Europeia (ESA), há um "reservatório" de água líquida repousando abaixo de camadas de gelo e poeira na região polar sul do planeta vermelho.

A descoberta levanta a possibilidade de que se encontre vida no planeta, já que a água é essencial para a existência de organismos vivos. Os cientistas tentam há muito tempo provar a existência de água líquida em Marte. O estudo de pesquisadores, a maioria ligada ao Instituto Nacional de Astrofísica da Itália, foi publicado nesta quarta na revista "Science".

A confirmação científica sobre como deve ser esse líquido – doce ou salgado – deverá demorar, de acordo com o doutor em astronomia pela USP, Douglas Galante. Ele diz que para conseguir isso, precisamos perfurar o solo do planeta em uma profundidade que ainda não estamos preparados.

"A certeza vai existir só quando formos lá em Marte com uma sonda perfurar e medir", disse Galante. O trabalho foi feito com a ajuda do radar da sonda Mars Express, lançada em 2003, que mediu a quantidade de água na geleira. Os dados foram coletados entre maio de 2012 e dezembro de 2015.

As próximas missões até o planeta vermelho, como a Mars 2020, deverão fazer perfurações, mas não conseguirão chegar a esse novo reservatório descoberto – os instrumentos conseguem se aprofundar apenas alguns metros, e seria necessário chegar mais fundo.

Profundidade incerta

Outra questão é que o estudo não determina a profundidade exata do reservatório. Isso significa que os cientistas não puderam especificar se é uma piscina subterrânea, algo parecido com um aquífero ou apenas uma camada de lodo.

"Em comparação com os lagos terrestres, é um lago pequeno com seus 20 quilômetros de diâmetro. Mas não conseguimos saber a profundidade porque a água atenua o sinal do radar", disse o astrônomo autor do estudo, Roberto Orosei, em entrevista para a BBC.

Água em salmoura

Antes dos pesquisadores italianos, a Nasa já tinha apontado outras evidências de água líquida em Marte. Em 2015, a agência anunciou que o robô Curiosity descobriu sinais da existência de 'salmouras' na superfície do planeta, formadas quando os sais no solo, chamados de percloratos, absorvem vapor de água da atmosfera.

"O que a gente descobriu primeiro é que existia água congelada em solo marciano. Depois, foram encontradas evidências de água escorrendo pela superfície de Marte, mas ela aparecia esporadicamente, só no verão, e era salobra. E o que esse novo trabalho mostrou? É a primeira vez que foi encontrada uma grande quantidade de água na superfície marciana em estado líquido", explicou Galante.

Esse lago, ou reservatório, é muito parecido com um outro encontrado na Antártica, o Vostok. Ele é estudado há anos por cientistas para ser uma referência – eles querem entender se é possível a proliferação de vida no local.

Além disso, ainda em 2015, a Nasa apontou que o "Planeta Vermelho", por sua distância do Sol, seria muito gelado para conseguir manter água na forma líquida na superfície, mas os sais no solo poderiam diminuir seu ponto de congelamento, permitindo a formação de camadas de água bem salgada – como uma salmoura.

O que é importante entender é que esses sais na água de Marte, os percloratos, podem não ser os melhores para proliferação de organismos vivos e são tóxicos. Pesquisadores mostram, no entanto, que há alguns tipos de vida que poderiam viver nessa salmoura do planeta vermelho.

"Há muito tempo já dizia que a superfície de Marte seria inabitável por causa desse sal. Mas desde 2017 estão saindo trabalhos mostrando micro-organismos na Terra que são resistentes. Quem sabe eles também estão em Marte?", completou.

Material orgânico

Neste ano, a Nasa publicou também na revista "Science" que descobriu material orgânico preservado entre rochas (argilitos) com cerca de três bilhões de anos em cratera do planeta Marte. Os cientistas acreditam que pode ser uma evidência de vida no passado.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/ciencia-e-saude

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Astrônomos encontram oxigênio em galáxia...

Representação gráfica da galáxia MACS1149-JD1. 
Gás na galáxia é soprado pelo vento estelar 
Foto: Alma (ESO/NAOJ/NRAO)

Publicado originalmente no site G1, em 16/05/2018

Astrônomos encontram oxigênio em galáxia a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra

Achado foi registrado com o supertelescópio ALMA e publicado na revista 'Nature' desta quarta-feira (16). Trata-se do registro mais distante do gás no Universo.

Por G1

Cientistas encontraram sinal de oxigênio em galáxia localizada a 13.28 bilhões de anos-luz de distância da Terra, demonstra estudo publicado nesta quarta-feira (16) na "Nature". O registro foi feito pelo supertelescópio ALMA (Atacama Large Milimeter Array) e é o ponto mais distante do Universo em que o gás foi registrado.

O ano-luz é uma medida de distância utilizada em astronomia e indica o caminho percorrido pela luz no vácuo no período de um ano. Para se ter uma ideia da distância do ponto de oxigênio encontrado, o Sol está a 8 minutos-luz do nosso planeta.

O feito foi alcançado por uma equipe internacional de astrônomos, coordenada por Takuya Hashimoto, pesquisador no Observatório Astronômico Nacional do Japão.

A galáxia tem o nome de de MACS1149-JD1 e, para identificar o gás, os cientistas primeiro verificaram a presença de uma luz infravermelha emitida pelo oxigênio.

"Eu fiquei tão animado que eu sonhei com o sinal de oxigênio e tive dificuldade de dormir à noite", diz Hashimoto, em nota.

O cientista descreve que o sinal infravermelho percorreu 13,28 bilhões de anos-luz; e, por isso, trata-se do oxigênio mais antigo já detectado por qualquer telescópio.

Para chegar a essa distância, os cientistas mediram o comprimento de onda do sinal infravermelho.

Oxigênio e estrelas

Segundo os cientistas, por um certo período após o Big Bang, não havia oxigênio no Universo. O oxigênio foi criado nas estrelas e liberado quando morreram. Por isso, a detecção de oxigênio em MACS1149-JD1 indica que gerações anteriores de estrelas expeliram o gás.

A partir disso, os astrônomos também identificaram que as estrelas mais antigas da galáxia existiram há cerca de 250 milhões de anos.

Não é a primeira vez que o ALMA registra o oxigênio mais distante. Em 2016, cientistas encontraram oxigênio em galáxia a 13.1 bilhões de anos-luz.

"Com a descoberta, nós também encontramos a fase mais antíga de formação de estrelas de que se tem registro", disse Hashimoto, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, em nota.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com

quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking, físico britânico, morre aos 76 anos

O físico Stephen Hawking em imagem de abril de 2016. 
Foto: Lucas Jackson / Arquivo / Reuters

Publicado originalmente no site G1, em 14/03/2018

Stephen Hawking, físico britânico, morre aos 76 anos

Além de ser um dos cientistas mais conhecidos no mundo, pesquisador era exemplo de determinação por resistir por muitos anos à esclerose lateral amiotrófica.

Por G1

Morreu nesta quarta-feira (14), em sua casa, o físico e pesquisador britânico Stephen William Hawking, aos 76 anos. A morte foi comunicada por sua família à imprensa inglesa.

"Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje", disseram seus filhos Lucy, Robert e Tim. "Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos", afirmaram em um comunicado.

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu no mesmo dia do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

O físico se tornou um dos cientistas mais conhecidos do mundo ao abordar temas como a natureza da gravidade e a origem do universo. No final da década de 1960, ganhou fama com sua teoria da singularidade do espaço-tempo, aplicando a lógica dos buracos negros a todo o universo. Ele detalharia o tema ao público em geral no livro "Uma breve história do tempo", best-seller lançado em 1988. Em 2014, sua história de vida foi contada no filme “A teoria de tudo”, vencedor de um Oscar.

O físico também se tornou um símbolo de determinação por ser portador da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e ter sobrevivido a ela por décadas. A doença degenerativa fez com que conseguisse, em certo ponto, mover apenas um dedo e os olhos voluntariamente. A cadeira de rodas e a crescente dificuldade para se comunicar não o impediram, no entanto, de seguir sua carreira, já que sua capacidade intelectual permaneceu intacta.

Hawking usava um sintetizador eletrônico para poder falar, mas a voz robótica produzida pelo aparelho para expressar suas ideias acabou se tornando não só uma de suas marcas registradas como foi constantemente ouvida e respeitada no mundo todo.

Para produzir sua 'fala', o físico usava formava as palavras em uma tela com o movimentos dos olhos, também usado para movimentar sua cadeira de rodas.

Hawking experimenta zero gravidade durante um voo sobre o Oceano Atlântico. ‘Foi incrível ... eu poderia ter ido e continuar’, disse na ocasião (Foto: Zero G / AFP Photo)
Além de importante divulgador científico, Hawking também será lembrado, como pesquisador, por sua descoberta de que os buracos negros, aqueles pontos do cosmo tão densos que nem a luz lhes escapa, não são realmente negros quando explodem, falando simplificadamente. Eles podem soltar partículas e radiação antes de desaparecerem.

Ninguém acreditava inicialmente que partículas pudessem sair do buracos negros. "Não estava procurando por elas [as partículas]. Apenas tropecei sobre elas", contou numa entrevista de 1978 ao "New York Times".

Trajetória

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942 em Oxford, na Inglaterra. Quando fez 8 anos de idade, se mudou para St. Albans, cidade localizada a cerca de 30 km de Londres, na Inglaterra.

Estudou na University College, de Oxford, que também foi a faculdade de seu pai. Stephen queria estudar matemática, enquanto sua família o queria estudante de medicina. Como matemática não estava disponível na grade da universidade, ele escolheu física e se formou em 1962.

Três anos depois, o físico recebeu sua primeira premiação na classe de licenciatura em Ciências Naturais. Ele saiu de Oxford e foi para Cambridge fazer uma pesquisa na área de cosmologia, já que não havia essa área na universidade em que estudava.

Tornou-se doutor em cosmologia e trabalhou como professor de matemática na Universidade de Cambridge, onde era professor lucasiano emérito -- mesmo cargo ocupado por grandes cientistas como Charles Babbage, Isaac Newton e Paul Dirac. Ele também foi diretor do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica da mesma universidade. Suas principais áreas de especialidade foram cosmologia teórica e gravidade quântica.

Hawking também foi autor de 14 livros, entre eles “O universo em uma casca de noz” e “Uma breve história do tempo”.

ELA e vida pessoal

Quando completou 21 anos, Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A doença causa morte dos neurônios motores, que são as células nervosas responsáveis por todos os movimentos do corpo. Aos poucos, os pacientes perdem a capacidade de se mover, de falar, de engolir e de respirar.

Por isso, Hawking vivia em uma cadeira de rodas e era dependente de um sistema de voz computadorizado para se comunicar com as pessoas.

Ele teve três filhos. Casou-se pela primeira vez em 1965 com Jane Hawking e se separou em 1991. Em 1995, teve seu segundo casamento com a enfermeira Elaine Mason e se divorciou em 2006.

ELA

De caráter progressivo, a ELA afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo e causa a perda do controle muscular.

Além de ser uma doença ainda sem cura, a esclerose amiotrófica tem um diagnóstico difícil. São necessários cerca de 11 meses para detectar a doença. A dificuldade existe porque não há nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou marcador de precisão para detectar a doença.

Sintomas

Os pacientes costumam sentir como primeiros sintomas problemas para respirar, dificuldades para falar, engolir saliva ou comida, além da perda de controle da musculatura das mãos ou atrofia muscular da perna. O raciocínio intelectual e os sentidos do corpo permanecem normais.

Como consequência dos problemas no funcionamento dos músculos da respiração, os pacientes podem ter infecções pulmonares que levam à morte.

Estima-se que apenas 10% dos casos de esclerose lateral amiotrófica tenham causas genéticas.

A doença é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos e é muito rara a ocorrência em jovens.

Os únicos tratamentos que existem buscam retardar a evolução da doença.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Asteroide passará pela Terra...

Imagem simplesmente ilustrativa

Texto publicado originalmente no site G1, em 08/02/2018 

Asteroide passará pela Terra a uma distância menor que a da Lua

Trajeto do 2018 CB passa a 64 mil quilômetros em seu ponto mais próximo. Nasa diz que ele 'passará com segurança' perto do nosso planeta.

Por G1

O asteroide 2018 CB passará a uma distância equivalente a um quinto do caminho da Lua até a Terra nesta sexta-feira (9), às 20h30, de acordo com a agência espacial dos Estados Unidos (Nasa).

O 2018 CB tem entre 15 e 40 metros e será estudado pela Nasa. Segundo os astrônomos, esse asteroide chegará a 64 mil quilômetros do nosso planeta. Mesmo assim, a Nasa diz que ele "passará com segurança" perto da Terra.

"Embora o 2018 CB seja muito pequeno, ele pode ser maior que o meteoro de Cheliabinsk, que invadiu a atmosfera da Rússia há exatos cinco anos", disse Paul Chodas, diretor do NEOO, na Califórnia. "Os asteroides deste tamanho não chegam tão perto do nosso planeta com frequência – talvez apenas uma ou duas vezes por ano", completou.

O meteoro de Cheliabinsk entrou na atmosfera da Rússia no dia 15 de fevereiro de 2013. Alguns moradores da cidade chegaram a pensar que uma guerra nuclear estava começando.

Peça com 570 kg retirada de lago na Rússia após
 queda do meteoro de Cheliabinsk em 2013.
Foto: Andrey Tkachenko/Reuters.

Texto reproduzido do site: g1.globo.com

domingo, 17 de setembro de 2017

O adeus da nave espacial Cassini–Huygens

O adeus da nave espacial responsável pelas melhores fotos de Saturno de todos os tempos

Por: Joao Rabay

Em 1997, a NASA lançou à órbita a nave espacial Cassini–Huygens, uma sonda que tinha como grande objetivo captar imagens e informações sobre Saturno e suas luas. Quase 20 anos depois, a sonda está prestes a terminar sua missão, durante a qual registrou fotografias espetaculares do sistema solar.
    





 Uma das últimas imagens de Saturno feitas pela Cassini

A Cassini só chegou a Saturno em 2004, sete anos depois de deixar a Terra. Foi capaz de coletar informações que ajudaram cientistas a entender melhor a atmosfera do planeta, além da composição de algumas de suas luas. Sem a sonda, não seria possível saber, por exemplo, que a lua Titã é a única conhecida com atmosfera, além de ter mares e lagos formados por etano e metano. Tirando nosso planeta, é o único lugar do sistema solar onde sabemos que existem superfícies líquidas.

Mas, desde abril de 2017, a Nasa vem trabalhando na missão Grand Finale, em que a Cassini vai se chocar com a superfície saturniana e encerrar suas atividades. O impacto está previsto para acontecer no dia 15 de setembro, por volta das 9 horas da manhã no horário de Brasília.

Os anéis de Saturno são mais brilhantes que a maioria das estrelas

O motivo para que a sonda deixe de ser utilizada é que ela ficou totalmente obsoleta. Criada em 1993, a Cassini usando tecnologia dos anos 80. Seu disco rígido interno tem apenas 2 gigabytes de capacidade, e as câmeras têm cerca de 10% do número de pixels das de um smartphone dos mais modernos.

Mesmo assim, os dados coletados por ela são tão vastos que os cientistas da NASA acreditam que terão material para fazer novas descobertas por décadas, tanto sobre Saturno quanto sobre sua magnetosfera, seus anéis e suas luas por décadas. Além disso, suas fotografias certamente seguirão capazes de nos causar grande impacto.

 A lua Epimeteu é cheia de crateras

 Às vezes o planeta projeta sombras em seus anéis
  
Texto e imagens reproduzidos do site: hypeness.com.br