segunda-feira, 13 de abril de 2026

A Volta a Terra, da Artemis II



Publicação compartilhada do site G1 GLOBO JN, de 11 de abril de 2026 

'A Terra é um bote salva-vidas', afirma astronauta da Artemis II em primeira declaração após pouso

Tripulação quebrou recorde de distância da Terra e agora agência projeta retorno à superfície lunar em 2028 e viagem a Marte na próxima década.

Por Jornal Nacional

Os astronautas da missão Artemis II deram neste sábado (11) as primeiras declarações depois de retornarem da viagem histórica ao redor da Lua. Com o pouso considerado perfeito da nave Orion no Oceano Pacífico, a agência espacial americana agora já pensa nas missões futuras.

Foi com um auditório inteiro aplaudindo em pé que os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christine Koch e Jeremy Hansen foram recebidos na sede da Nasa, em Houston. Foi a primeira aparição deles desde a volta da missão Artemis II, nesta sexta (10).

O diretor da Nasa lembrou que eles quebraram o recorde de seres humanos que foram até o ponto mais distante da Terra na história. E missões como essa vêm com risco, que os astronautas aceitaram em nome do coletivo.

Depois, o comandante da missão, Reid Wiseman, riu: "Eu não tenho ideia do que dizer. 24 horas atrás, a Terra estava desse tamanhinho na janela, e agora estamos de volta à nossa casa."

Para os companheiros, disse: "Estamos ligados para sempre. Ninguém aqui embaixo vai saber o que passamos. Foi a coisa mais especial da minha vida."

O piloto Victor Glover agradeceu às famílias e disse que a gratidão pelo que passou é grande demais para um corpo só.

Christine Koch, astronauta na missão, contou que ela só sentiu o fim da missão quando passou pelo exame médico da volta, depois do pouso, e a enfermeira perguntou: "Posso te dar um abraço?".

Christine disse que aprendeu lá em cima o significado de tripulação: é um grupo que está disposto a se sacrificar uns pelos outros, que demonstra benevolência e que exige responsabilidade mútua. Uma tripulação compartilha as mesmas preocupações e as mesmas necessidades. Se mantém de modo bonito e inabalável unida pelo senso de dever.

Pensou nisso quando viu a Terra cercada por toda a escuridão do espaço. "A Terra é um bote salva-vidas pairando no universo." E concluiu: "Foi isso que aprendi: Terra, nós somos uma tripulação."

Por último, Jeremy Hansen, astronauta canadense, abriu com uma piada: "Esse é o mais longe que eu estive do Reid em um bom tempo". Não seja por isso. O capitão então se aproximou dele, provocando risadas.

Ele falou sobre a importância de a Nasa, a Agência Espacial Canadense e tantos departamentos se juntarem para tornar essa missão real. E disse que aprendeu sobre amor. "O que vocês viram foi um grupo de pessoas que amam contribuir e tiram alegria disso. Eu sugiro que, quando olharem para cima, vocês não vejam só nós, mas um espelho refletindo vocês."

Foi a celebração de uma missão que entra para os livros de História e que teve o último capítulo na noite de sexta.

Pouco antes das 21h, pelo horário de Brasília, a nave Orion se separou do módulo de serviço. Era hora de voltar à Terra, que ficava cada vez maior e mais nítida na janela. No contato com a atmosfera, a Orion virou uma bola de fogo, chegando a quase 3.000°C e a uma velocidade de 40.000 km/h.

A comunicação foi perdida com o centro da Nasa na Terra. Foram seis minutos de tensão, até que as equipes de resgate na costa de San Diego enxergaram o pontinho cruzando o céu. A nave estava inteira, no caminho planejado para o Oceano Pacífico, na costa da Califórnia. Onze paraquedas abriram em sequência e amorteceram o pouso.

Um desfecho que a Nasa resumiu em uma palavra: perfeito. As equipes de resgate se aproximaram com botes e helicópteros. E quando a porta enfim se abriu, a transmissão da Nasa se encheu de aplausos. Os astronautas foram içados por um helicóptero e levados a um porta-aviões, onde passaram por exames. Nas fotos, eles eram só sorrisos.

Mais tarde, o diretor de voo da Artemis disse que a equipe estava saudável e que tudo deu cirurgicamente certo. O pouso foi a cerca de um quilômetro do alvo inicial. O gerente do programa Orion afirmou que a missão é histórica pelo que representa para o futuro das missões e completou: "Temos muito mais a fazer".

Já em 2027 tem Artemis III. A missão vai ficar na órbita da Terra e vai testar outros módulos de pouso — que depois serão usados também na Lua. A Artemis IV vem com grande expectativa. Prevista para o início de 2028, é a missão em que se espera mandar astronautas de volta à Lua, com o primeiro pouso na superfície desde 1972.

E ainda tem a Artemis V, no fim de 2028. Os astronautas vão voltar à Lua para missões mais complexas, como construir uma base lunar. A ideia é que os astronautas possam viver e trabalhar lá e, assim, explorar ainda mais a Lua e também o espaço mais profundo. O plano da Nasa é que, na próxima década, consiga enviar astronautas para Marte.

Além dos avanços para a exploração espacial, a Artemis II também deixa um legado de novas tecnologias que nós devemos usar no dia a dia. Uma dessas tecnologias é a que permitiu mostrar fotos e vídeos da nave em alta qualidade e em tempo real.

Tudo isso graças ao sistema de comunicação ótico, que a Nasa desenvolve há mais de duas décadas. Com ele, os dados foram enviados à sede da Nasa em Houston em uma velocidade muito mais rápida do que as ondas de rádio usadas até agora. O novo sistema vai permitir uma troca de dados cada vez mais eficiente entre as equipes na Terra e no espaço, e pode revolucionar a infraestrutura da internet no planeta Terra.

Texto reproduzido do site: g1 globo com/jornal-nacional

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Terra se pondo




Legenda da foto - A Nasa publicou imagens surpreendentes da missão, incluindo a Terra se pondo atrás da superfície lunar

Fonte: BBC Brasil, de 7 de abril de 2026

A missão Artemis 2 da Nasa passou por todos os testes importantes desde o seu lançamento, no dia 1° de abril. O desempenho do foguete, da espaçonave e da tripulação foi melhor que os engenheiros imaginavam.

Texto e imagens reproduzidos do site: www bbc com/portuguese

sábado, 4 de abril de 2026

Imagem da Terra vista da missão Artemis II

Brasil aparece em primeira imagem da missão Artemis II 
Foto: NASA/Reid Wiseman

Publicação compartilhada do site G1 Globo, de 3 de abril de 2026 

Brasil aparece em primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II divulgada pela Nasa

País é visível em um trecho da imagem encoberto por nuvens. Parte do continente africano e a Península Ibérica também aparecem na fotografia, assim como o Oceano Atlântico e os polos do planeta.

Por Redação g1, g1

O Brasil aparece na primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II, divulgada pela Nasa nesta sexta-feira (3). O país aparece em um trecho da imagem encoberto por nuvens, como mostra a imagem acima.

Parte do continente africano e a Península Ibérica também são visíveis na fotografia, assim como o Oceano Atlântico e os polos do planeta, com luzes das auroras em cada extremidade...

Texto e imagem reproduzidos do site: g1 globo com/ciencia

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Imagem icônica "Nascer da Terra"...


Imagem icônica "Nascer da Terra” mostra a Terra surgindo no horizonte além da superfície lunar, enquanto a primeira espaçonave tripulada contornava a Lua. Foto: Divulgação/Nasa.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Artemis II está agora numa viagem... ao redor da Lua

Post compartilhado do Facebook/Astronomia Astrofisica & Cosmologia, de 1 de abril de 2026

Artemis II está agora numa viagem de 10 dias de 685.000 milhas ao redor da Lua.

A humanidade mais uma vez conquista o espaço profundo!

A missão Artemis II está agora em andamento numa impressionante viagem de 10 dias de 685.000 milhas ao redor da Lua. Depois de um lançamento bem sucedido, quatro astronautas viajaram muito além da órbita baixa da Terra, seguindo uma órbita histórica não vista antes desde a época do programa Apollo há mais de 50 anos.

Na nave espacial Orion, esta missão não é apenas uma viagem: é um teste crítico. Os sistemas de suporte de vida, navegação e comunicação serão levados aos seus limites no ambiente hostil do espaço profundo, abrindo caminho para o retorno final da humanidade à superfície da lua.

Cada segundo desta jornada representa mais um passo na direção ao futuro da exploração espacial. Estamos mais próximos do que nunca de viver uma nova era na Lua?

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Astronomia Astrofisica & Cosmologia

sexta-feira, 6 de março de 2026

Impacto de nave da NASA alterou órbita de asteroide...


Publicação compartilhada do site G1 GLOBO/CIÊNCIA, de 6 de março de 2026 

Impacto de nave da NASA alterou órbita de asteroide ao redor do Sol, aponta novo estudo

Mudança foi provocada pelo impacto da nave DART em 2022. É a primeira vez que cientistas conseguem alterar deliberadamente a órbita de um corpo celeste ao redor do Sol.

Por Associated Press

Um asteroide que a NASA usou como alvo em um teste há alguns anos acabou sendo empurrado para uma rota ligeiramente diferente ao redor do Sol.

A descoberta pode ajudar cientistas a desviar, no futuro, uma rocha espacial potencialmente destrutiva, segundo relataram pesquisadores nesta sexta-feira.

É a primeira vez que a órbita de um corpo celeste ao redor do Sol é alterada de forma deliberada. O asteroide atingido pela nave Dart, da NASA, nunca representou ameaça para a Terra.

“Este estudo representa um avanço importante na nossa capacidade de evitar impactos de asteroides na Terra no futuro”, escreveu a equipe internacional de pesquisadores em um artigo publicado na revista Science Advances.

As mudanças foram pequenas. Segundo os cientistas, o impacto reduziu em apenas um décimo de segundo o tempo da órbita e diminuiu em cerca 720 metros o percurso de uma volta ao redor do Sol — uma órbita que dura dois anos e percorre centenas de milhões de quilômetros.

“Embora pareça pouco, um pequeno desvio pode se acumular ao longo de décadas e fazer a diferença entre um asteroide potencialmente perigoso atingir ou não a Terra no futuro”, afirmou por e-mail o autor principal do estudo, Rahil Makadia, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

Segundo ele, em testes de defesa planetária, o essencial não é aplicar um grande empurrão de última hora, mas provocar um pequeno desvio com muitos anos de antecedência.

Lançada em 2021 no primeiro exercício de defesa planetária do mundo, a nave Dart colidiu deliberadamente com Dimorphos, um pequeno asteroide que orbita um corpo maior chamado Didymos.

Os dois giram juntos ao redor do Sol. Logo após o impacto, em 2022, a NASA confirmou que a colisão havia encurtado a órbita de Dimorphos ao redor do asteroide maior.

Agora, com base em observações feitas por telescópios ao redor do mundo, os cientistas confirmaram que o impacto também reduziu em 0,15 segundo o tempo que o sistema leva para completar uma volta ao redor do Sol.

Cada órbita dura 769 dias. Isso corresponde a uma desaceleração de pouco mais de 10 micrômetros por segundo e a uma redução de 720 metros na órbita de cerca de 480 milhões de quilômetros.

Os pesquisadores também observaram que as rochas e detritos lançados ao espaço na colisão contribuíram tanto quanto a própria nave para empurrar Dimorphos, dobrando o efeito do impacto.

No verão passado, uma equipe ítalo-americana estimou que cerca de 16 milhões de quilos de rocha e poeira foram ejetados.

Fora do nosso caminho

A boa notícia é que, mesmo com a mudança na trajetória, a Terra continua fora do caminho desses asteroides no futuro previsível.

Segundo Steven Chesley, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, que participou do estudo, esse sistema foi escolhido justamente por não representar risco para o planeta.

“Embora seja apenas um experimento, ele representa um dado importante que será útil para futuras missões de desvio de asteroides”, afirmou Chesley em um e-mail.

Os cientistas esperam aprender ainda mais sobre as consequências do impacto quando a nave Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA), chegar ao sistema em novembro.

Dimorphos tem cerca de 160 metros de diâmetro. Já Didymos, que gira rapidamente, mede cerca de 780 metros de largura e possui, segundo o novo estudo, cerca de 200 vezes mais massa que seu companheiro.

Diferentemente da Dart, a Hera não irá colidir com os asteroides. A nave permanecerá na região por vários meses realizando observações detalhadas.

Dois pequenos módulos experimentais também serão liberados e tentarão pousar no asteroide.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1 globo com/ciencia

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Cientistas encontram indício... de vida em outro planeta

Imagem ilustrativa, postada pelo blog

Texto compartilhado do site [g1 globo com/ciencia], de 16 de abril de 2025 

Cientistas encontram indício mais forte até hoje de vida em outro planeta

Foram detectados na atmosfera desse planeta impressões químicas de gases que, na Terra, são produzidos apenas por processos biológicos.

Por Reuters

Em uma possível descoberta histórica, cientistas usando o telescópio espacial James Webb obtiveram o que chamam de sinais mais fortes até agora de possível vida além do nosso sistema solar.

Foram detectados na atmosfera de um planeta alienígena as impressões químicas de gases que, na Terra, são produzidos apenas por processos biológicos.

Os dois gases — dimetil sulfeto (DMS) e dissulfeto de dimetila (DMDS) — observados no planeta chamado K2-18 b, são gerados na Terra por organismos vivos, principalmente por vida microbiana como o fitoplâncton marinho (algas).

Isso sugere que o planeta pode estar repleto de vida microbiana, segundo os pesquisadores. No entanto, eles enfatizaram que não estão anunciando a descoberta de organismos vivos, mas sim de uma possível bioassinatura — um indicativo de processo biológico — e que os achados devem ser vistos com cautela, sendo necessárias mais observações.

Ainda assim, os cientistas demonstraram entusiasmo. “Esses são os primeiros indícios de um mundo alienígena possivelmente habitado”, disse o astrofísico Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, autor principal do estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

“Este é um momento transformador na busca por vida além do sistema solar. Demonstramos que é possível detectar bioassinaturas em planetas potencialmente habitáveis com os recursos atuais. Entramos na era da astrobiologia observacional”, afirmou Madhusudhan.

Ele observou que existem vários esforços em andamento para encontrar sinais de vida no nosso sistema solar, como em Marte, Vênus e em diversas luas geladas.

K2-18 b é 8,6 vezes mais massivo que a Terra e tem um diâmetro cerca de 2,6 vezes maior. Ele orbita na “zona habitável” — uma distância de sua estrela onde a água líquida pode existir na superfície — de uma anã vermelha menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 124 anos-luz da Terra, na constelação de Leão.

Um “mundo hycean”

Desde os anos 1990, cerca de 5.800 exoplanetas (planetas fora do nosso sistema solar) foram descobertos. Cientistas têm criado hipóteses sobre a existência dos chamados mundos hycean — cobertos por oceanos de água líquida habitáveis por microrganismos, com atmosfera rica em hidrogênio.

Observações anteriores do Webb, que foi lançado em 2021 e entrou em operação em 2022, já haviam identificado metano e dióxido de carbono na atmosfera de K2-18 b — a primeira vez que moléculas baseadas em carbono foram detectadas na atmosfera de um exoplaneta na zona habitável de uma estrela.

“O único cenário que atualmente explica todos os dados obtidos até agora pelo JWST, incluindo as observações passadas e atuais, é aquele onde K2-18 b é um mundo hycean repleto de vida”, disse Madhusudhan. “No entanto, precisamos estar abertos e continuar explorando outros cenários.”

Segundo ele, nesses mundos, caso existam, é de se esperar vida microbiana, possivelmente semelhante à encontrada nos oceanos da Terra. Os oceanos desses planetas seriam mais quentes. Quanto à possibilidade de organismos multicelulares ou vida inteligente, Madhusudhan foi cauteloso: “Não podemos responder essa pergunta neste estágio. A suposição básica é de vida microbiana simples.”

Os gases DMS e DMDS, pertencentes à mesma família química, têm sido apontados como importantes bioassinaturas em exoplanetas. O telescópio detectou a presença de um ou outro (ou ambos) na atmosfera do planeta com 99,7% de confiança estatística, o que ainda deixa uma chance de 0,3% de ser um erro ou ruído estatístico.

Eles foram detectados em concentrações atmosféricas superiores a 10 partes por milhão em volume.

“Para comparação, isso é milhares de vezes mais do que suas concentrações na atmosfera da Terra, e não pode ser explicado sem atividade biológica, segundo o conhecimento atual”, afirmou Madhusudhan.

Cientistas que não participaram do estudo recomendaram cautela.

“Os dados de K2-18 b são riquíssimos, tornando-o um mundo fascinante”, disse Christopher Glein, cientista do Southwest Research Institute, no Texas. “Esses novos dados são uma contribuição valiosa, mas devemos testá-los o máximo possível. Espero ver mais análises independentes já na próxima semana.”

K2-18 b pertence à classe de planetas “sub-Netuno”, com diâmetro maior que o da Terra, mas menor que o de Netuno (o menor gigante gasoso do nosso sistema solar).

Para determinar a composição química da atmosfera de um exoplaneta, os astrônomos analisam a luz de sua estrela enquanto o planeta passa na frente dela do ponto de vista da Terra — isso é chamado de método de trânsito. Durante esse trânsito, parte da luz da estrela atravessa a atmosfera do planeta e, ao ser captada pelo telescópio, permite determinar os gases presentes.

As observações anteriores do Webb já haviam sugerido a presença de DMS. As novas observações usaram um instrumento diferente e outra faixa de luz para confirmação.

“O Santo Graal da ciência de exoplanetas”, disse Madhusudhan, “é encontrar evidências de vida em um planeta parecido com a Terra, fora do nosso sistema solar.”

Madhusudhan disse que a humanidade se pergunta há milênios se estamos sozinhos no universo, e que agora talvez estejamos a apenas alguns anos de descobrir uma possível vida alienígena em um mundo hycean.

Mas ele ainda pediu prudência:

“Primeiro, precisamos repetir as observações duas ou três vezes para garantir que o sinal é real e aumentar a significância da detecção, até que a probabilidade de erro estatístico seja menor que uma em um milhão”, disse.

“Segundo, precisamos de mais estudos teóricos e experimentais para garantir se não há um mecanismo abiótico (sem envolver vida) que possa produzir DMS ou DMDS em uma atmosfera como a de K2-18 b.”

Apesar de estudos anteriores já considerarem esses gases como bioassinaturas confiáveis, inclusive nesse planeta, Madhusudhan conclui:

“É um grande se que os dados estejam mesmo apontando para vida. E não interessa a ninguém afirmar prematuramente que detectamos vida.”

Texto reproduzido do site: g1 globo com/ciencia

domingo, 7 de abril de 2024

O que pensamos nos minutos finais?

Artigo compartilhado do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 6 de abril de 2024

O que pensamos nos minutos finais?

Novo estudo demonstra que após a parada cardíaca e a perda de consciência, o cérebro tem um pico de atividade, principalmente nas áreas associadas à visão e à consciência. Fernando Reinach para o Estadão:

Eu devia ter 14 anos quando descobri que a morte não ocorre instantaneamente, mas é um processo relativamente longo. Foi no dia em que me contaram que as unhas de um cadáver continuam a crescer durante o velório.

Hoje sabemos que isso não é verdade; é o dedo que murcha após a morte e causa essa impressão. Entretanto, depois que o coração para de bater, o corpo fica sem oxigênio e perdemos a consciência, os neurônios cerebrais levam de 3 a 7 minutos para morrer.

Se a pessoa for doador de órgãos, os médicos precisam retirar os órgãos doados para transplante em 30 minutos e implantá-los em até seis horas. Caso isso ocorra, o órgão sobrevive no novo corpo, indicando que continuava vivo. Isso demonstra que a morte é um processo que dura tempos diferentes em diferentes órgãos e que só termina quando a última célula do corpo morre.

A novidade é um estudo que demonstra que após a parada cardíaca e a perda de consciência, o cérebro tem um pico de atividade, principalmente nas áreas associadas à visão e à consciência. E isso pode explicar as experiências lembradas por pessoas que sobrevivem a uma parada cardíaca.

Todos nós já vimos no cinema: a pessoa tem um ataque cardíaco, o coração para, a respiração também. A vítima perde a consciência imediatamente e as pessoas em volta passam a fazer massagem cardíaca apertando ritmicamente o peito do paciente.

Essa manobra mantem um pouco do sangue circulando, e o pulmão oxigenando o sangue. Para tentar reativar o coração, podem ser dados choques e drogas quando ela chega no hospital. No desenrolar do filme, duas coisas podem acontecer.

A primeira é os médicos não conseguirem reativar o coração e, num dado momento, desistirem, desligarem os equipamentos e declararem a pessoa morta. A segunda é que os esforços funcionam, o coração volta a funcionar e a pessoa pode sair lépida do hospital.

Entre as pessoas que se recuperam de uma parada cardíaca, aproximadamente 10% relatam experiências consistentes dos pensamentos que tiveram quando estavam inconscientes. São os chamados pensamentos próximos da morte (near death experiences).

Eles normalmente envolvem visões da pessoa saindo do corpo, e da vida sendo recapitulada rapidamente. Esses relatos são tão consistentes que os cientistas hoje acreditam que eles têm alguma relação com a falta de oxigênio no cérebro.

Esse novo trabalho tenta descobrir o que ocorre no cérebro nos 5 a 10 minutos depois que o fluxo de oxigênio é interrompido. Foram estudadas quatro pessoas em que os esforços de reanimação do coração foram infrutíferos e os médicos decidiram parar a massagem cardíaca, os choques, e desligaram todos os sistemas de suporte.

Mas nesses quatro casos tudo foi desligado, menos o aparelho de eletroencefalograma, que mede a atividade cerebral. Esses pacientes, no momento em que tudo foi desligado, estavam completamente inconscientes e não apresentavam nenhuma resposta neurológica.

O aparelho de eletroencefalograma consiste em uma série de eletrodos fixados no couro cabeludo que medem a atividade elétrica na parte do cérebro logo embaixo do osso da caixa craniana. Em pessoas saudáveis, esses sinais elétricos são diferentes quando nosso cérebro executa diferentes funções, e sua análise permite identificar de maneira grosseira o que está ocorrendo no cérebro.

O que os cientistas observaram é que o cérebro desses pacientes mostrava pouca atividade durante o tempo em que os médicos estavam tentando reanimar o paciente, algo típico do estado de coma.

Mas assim que o fluxo de oxigênio é interrompido, a atividade cerebral aumenta abruptamente e essa atividade dura por até 6 minutos, quando ela cessa completa e definitivamente. Esses seis minutos são a transição entre um cérebro vivo e um cérebro morto.

Analisando o padrão dessa atividade, as áreas ativadas, e as comunicações elétricas entre diversas regiões, os cientistas concluíram que durante esse tempo, em que o cérebro está morrendo, é possível que pensamentos inconscientes e memórias sejam ativadas. Como todos esses pacientes não sobreviveram à parada cardíaca não é possível saber o que eles relatariam se acordassem.

Mas uma consequência dessa descoberta é que talvez essa atividade cerebral que ocorre durante os primeiros minutos da falta total de oxigênio sejam os processos que geram as memórias e pensamentos próximos a morte reportados por parte dos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca.

O que poderia estar acontecendo é que assim que o fornecimento de oxigênio ao cérebro cessa, essa atividade cerebral intensa gera sensações de saída do corpo e memórias do passado. Quando esses pacientes são reanimados e seus corações voltam a bater novamente, eles saem do coma, acordam, e essas lembranças voltam à consciência. Os cientistas esperam testar essa possibilidade no futuro próximo.

O interessante do estudo é que ele representa uma nova linha de investigação cujo objetivo é estudar e compreender os fenômenos que ocorrem durante o processo da morte. Essa compreensão pode ajudar a entender que processos podem ser revertidos e como revertê-los. Sem dúvida, é uma área da ciência um pouco mórbida e triste, mas que pode ser promissora.

Texto e imagem reproduzidos do blog: otambosi blogspot com

domingo, 26 de novembro de 2023

Quem ensinou isso às formigas?!

Post compartilhado do Facebook/Marko Gabrijel Usainovic

Os cientistas descobriram que as formigas, depois de coletarem os grãos e sementes de que precisam e dos quais se alimentam, escondem-nos no subsolo e quebram-nos em duas metades. Porque se as sementes forem divididas em duas metades, elas não germinam, mesmo que tenham ambiente adequado. Mas o que lhes causou espanto foi o facto de as formigas (apenas) dividirem as sementes de coentro em quatro partes.

Após pesquisas, descobriram que as sementes de coentro podem brotar mesmo se forem cortadas ao meio, mas não germinam se forem cortadas em quatro pedaços...

 Então quem ensinou isso às formigas?!

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Marko Gabrijel Usainovic

terça-feira, 21 de novembro de 2023

"O Mundo Assombrado Pelos Demônios", de Carl Sagan


Análise e comentários sobre o livro: "O Mundo Assombrado Pelos Demônios", de Carl Sagan, por Isabella Lubrano, no Canal do YouTube > "Ler Antes de Morrer".

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Nave indiana > Primeiro pouso no polo sul da Lua

Publicação compartilhada do site G1 GLOBO JN, de 23 de agosto de 2023 

Nave indiana faz o primeiro pouso da história no polo sul da Lua

O polo sul da Lua é uma região de crateras cheias de sombras, que contêm água congelada. O gelo poderia fornecer combustível, oxigênio e água potável para futuras missões.

Por Jornal Nacional

Uma nave indiana fez nesta quarta-feira (23) o primeiro pouso da história no polo sul da Lua.

As imagens mostram o lado do satélite natural da Terra que nunca tinha sido explorado até hoje.

A índia, país mais populoso do mundo, vibrou ao fazer história e se tornar o quarto a pousar um foguete na Lua. E o primeiro a fazer isso onde os cientistas acreditam que haja reservas de gelo vitais para futuras explorações.

O módulo Chandrayaan-3 alunissou, o equivalente da Lua para o verbo aterrissar, com sucesso. O primeiro ministro Narendra Modi acompanhou tudo ao vivo da reunião do Brics, na África do Sul.

O polo sul da Lua é uma região de crateras cheias de sombras, que contêm água congelada. O gelo poderia fornecer combustível, oxigênio e água potável para futuras missões. Um veículo robô vai ficar ali duas semanas e para fazer análises da composição mineral da superfície lunar.

O diretor geral da Associação Espacial da Índia, Anil Kumar Bhatt, disse que talvez exista Hélio-3 ali. O átomo raro pode representar uma fonte de energia para reatores nucleares. A corrida pelo desenvolvimento dos recursos naturais da Lua já começou.

Além disso, com os minerais certos, o satélite poderá se tornar uma plataforma de exploração para outro planetas, principalmente Marte.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1 globo com/jornal-nacional

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Sonda espacial japonesa captura imagens da Lua


Imagem capturada pela sonda Hakuto mostra a visão da Terra a partir da Lua. Foto: Divulgação/ispace

Publicação compartilhada do site do ESTADÃO, de 26 de abril de 2023

Sonda espacial japonesa captura imagens da superfície da Lua...

Por Giovanna Castro

A sonda espacial Hakuto, da empresa japonesa ispace, capturou imagens próximas da superfície da Lua antes de fracassar em sua missão de tentar pousar no satélite natural nesta terça-feira, 25. O pouso seria o primeiro realizado por uma empresa privada na Lua, mas os controladores de voo perderam a comunicação com o equipamento pouco antes da aterrissagem.

Algumas horas depois da perda da comunicação, representantes da empresa fizeram um balanço sobre a missão em uma live no YouTube e mostraram um vídeo capturado pelo equipamento. Algumas fotos feitas ao longo da viagem também já haviam sido divulgadas.

Entenda a missão

A sonda Hakuto, algo como “coelho branco” em japonês, foi lançada ao espaço pela ispace em dezembro de 2022 e tinha sua aterrissagem na Lua agendada para esta terça-feira, 25. Ela tinha como alvo a cratera Atlas na seção nordeste, com mais de 87 quilômetros de diâmetro e pouco mais de 2 quilômetros de profundidade.

O equipamento foi construído com 2,3 metros e carregava um mini rover (veículo de exploração espacial) lunar dos Emirados Árabes Unidos e um robô de brinquedo do Japão projetado para rolar na poeira lunar. Também havia itens de clientes particulares a bordo.

A comunicação com a Terra foi perdida quando o módulo de pouso desceu os últimos 33 pés (cerca de 10 metros), viajando a cerca de 25 km/h. Se tivesse sido bem-sucedida, a ispace teria sido a primeira empresa privada a realizar um pouso lunar.

Até o momento, apenas três governos conseguiram aterrissar na Lua com sucesso: Rússia, Estados Unidos e China. Uma organização sem fins lucrativos israelense tentou pousar na Lua em 2019, mas sua espaçonave foi destruída no impacto. / Com informações da AP

Texto e imagem reproduzidos do site: estadao com br/ciencia

segunda-feira, 6 de março de 2023

Novas descobertas desafiam teorias...


Legenda da foto: Cosmos: galáxias atingiram tamanhos que pareciam improváveis logo após o Big Bang 

Publicação compartilhada do BLOG DO ORLANDO TAMBOSI, de 6de março de 2023

Novas descobertas desafiam teorias sobre origem e formação do universo

Astrônomos encontram seis galáxias gigantescas surgidas logo após o Big Bang e colocam em xeque o que se sabia sobre o tema. Alessandro Giannini para a Veja:

O lançamento do Telescópio Espacial Hubble, em abril de 1990, marcou uma nova era na astronomia. Até aquela época, muitos cientistas acreditavam que as galáxias só começaram a se formar bilhões de anos depois do Big Bang, a explosão que criou toda a matéria e energia do universo e vem se expandindo sem parar. As excitantes descobertas do então novo observatório, contudo, derrubaram a teoria e a substituíram por outra. Segundo a tese, prontamente aceita pela comunidade científica internacional, as galáxias se desenvolveram lentamente e levaram muito tempo para se tornar massivas, como se fossem bebês cósmicos passando por extensos estágios de crescimento.

Há, agora, um movimento extraordinário, que parece ir um tantinho na contramão das ideias com as quais lidamos hoje, e é possível, sim, que tudo tenha sido mais rápido. O Telescópio Espacial James Webb, que estacionou no cosmos em dezembro de 2021 e abriu suas lentes em julho do ano passado, tem entregado segredos. Astrônomos de universidades americanas, australianas e europeias descobriram vários objetos misteriosos escondidos em imagens do supertelescópio da Nasa, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Canadense que desafiam mais uma vez os conhecimentos acumulados. As revelações, publicadas na revista Nature, causaram nova onda de entusiasmo.

Um grupo de astrofísicos e astrofísicas dos Estados Unidos, Dinamarca e Espanha, liderado por Ivo Labbé, professor da Universidade de Tecnologia Swinburne, na Austrália, examinou um lugar um tanto desinteressante do firmamento, próximo da constelação Ursa Maior — e descobriu por ali seis galáxias gigantescas. Essas enormes coleções de gás, poeira e bilhões de estrelas foram formadas, ao que tudo indica, logo depois da singularidade, como é chamada a explosão primordial. É um passo, portanto, no avesso da teoria cosmológica atual. É surpreendente. “A partir da tese corrente e de observações anteriores com o Hubble, acreditava-se que as galáxias tinham um outro modelo de desenvolvimento ao longo do tempo astronômico”, disse Labbé a VEJA. “Parece haver um canal diferente, uma via veloz, para formar galáxias monstruosas muito rapidamente.”

Labbé e seus colegas examinavam uma área com o tamanho de um selo postal de uma imagem registrada pelo James Webb quando identificaram “pontos difusos” vermelhos de luz que pareciam brilhantes demais para ser verdadeiros. A cor significa que os corpos celestes que provavelmente representavam estão muito longe no tempo e no espaço — objetos mais próximos da Terra têm um tom mais azulado. É como se os pesquisadores estivessem olhando por um gigantesco espelho retrovisor no firmamento, mostrando o que aconteceu em um passado muito, muito longínquo. Depois de alguns cálculos, eles determinaram que as galáxias encontradas têm mais de 12 bilhões de anos, e foram formadas de 500 milhões a 700 milhões de anos após o Big Bang, com estrelas que atingiram tamanhos de até 100 bilhões de vezes a massa do nosso Sol. De acordo com o que se sabe até hoje, porém, não haveria gás suficiente naquele momento, após a primeira de todas as explosões, para formar tantas estrelas assim.

O que vem deixando os pesquisadores cismados é a suposta natureza dessas galáxias. Muito antigas, elas têm uma enorme quantidade de estrelas, mas são trinta vezes menores do que a Via Láctea, endereço da Terra no universo. “Se fossem seres humanos, elas seriam como bebês de 1 ano, muito menores do que o normal e com o peso de uma pessoa adulta”, compara Labbé. “São realmente diferentes, criaturas verdadeiramente bizarras. O universo primitivo é estranho.”

Eis a beleza da astronomia, em busca de nossas origens, numa valsa infinita de conhecimento. Há muito ainda a ser estudado e comprovado. Antes de tudo, informam os especialistas da equipe de Labbé, é preciso colocar as descobertas em uma base mais segura e confiável. O primeiro passo é confirmar as distâncias com a espectroscopia, método em que cientistas colocam a luz de cada uma dessas galáxias em uma espécie de prisma. Isso dirá a distância delas até a Terra com precisão quase cirúrgica e revelará o que está produzindo a luz, se são estrelas ou algo diferente — como buracos negros em colisão, por exemplo. Graças ao James Webb, as revelações sobre o universo são cada vez mais fascinantes.

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Publicado em VEJA de 8 de março de 2023, edição nº 2831

Texto e imagens reproduzidos do blog: otambosi.blogspot.com

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

“Sucesso histórico”: ...choque com asteroide...

Legenda da foto: Asteroide atingido por nave enviada pela Nasa - (Crédito da foto: Reprodução/CNN)

Publicação compartilhada do site CNN BRASIL, de 26 de setembro de 2022

“Sucesso histórico”: autoridades avaliam choque com asteroide causado pela Nasa

Nave da Nasa atinge asteroide em tentativa de mudar trajetória do corpo celeste

Por Ashley Stricklandda CNN

O deputado Don Beyer, presidente do Subcomitê de Espaço e Aeronáutica dos Estados Unidos, chamou o Teste de Redirecionamento de Asteroides Duplos, ou missão DART, de “um sucesso histórico”.

A missão foi uma chance para a Nasa testar a tecnologia de defesa planetária e, se a órbita do asteroide Dimorphos for alterada, será a primeira vez que os humanos alteram o movimento de um corpo celeste natural no espaço.

“O risco de impacto de asteroides e outros objetos espaciais perigosos é baixo, mas o dano seria imenso”, disse Beyer em um tweet depois que a espaçonave atingiu seu alvo com sucesso.

Acrescentei que “desenvolver a capacidade de prevenir o impacto é um objetivo chave de longo prazo”.

Após a colisão, a ciência está apenas começando

Pela primeira vez na história, a NASA está tentando mudar o movimento de um corpo celeste natural no espaço. Agora que uma espaçonave atingiu com sucesso o asteroide Dimorphos – a ciência está apenas começando.

Para pesquisar as consequências do impacto, a missão Hera da Agência Espacial Europeia será lançada em 2024. A espaçonave, juntamente com dois CubeSats, chegará ao sistema de asteroides dois anos depois.

Hera estudará os dois asteroides, medirá as propriedades físicas de Dimorphos e examinará a cratera de impacto do DART e a órbita da lua, com o objetivo de estabelecer uma estratégia de defesa planetária eficaz.

O Light Italian CubeSat for Imaging of Asteroids, ou LICIACube, da Agência Espacial Italiana, voará pela Dimorphos para capturar imagens e vídeos da pluma de impacto enquanto se espalha pelo asteroide e talvez até espie a cratera que poderia deixar para trás.

O mini-satélite também vislumbrará o hemisfério oposto de Dimorphos, que o DART não conseguirá ver antes de ser obliterado.

O CubeSat se virará para manter suas câmeras apontadas para Dimorphos enquanto ele voa. Dias, semanas e meses depois, veremos imagens e vídeos capturados pelo satélite italiano que observou o evento de colisão. As primeiras imagens esperadas do LICIACube podem mostrar o momento do impacto e a pluma que ele cria.

O LICIACube não será o único observador assistindo. O Telescópio Espacial James Webb, o Telescópio Espacial Hubble e a missão Lucy da Nasa observarão o impacto.

O sistema Didymos pode brilhar à medida que sua poeira e detritos são ejetados para o espaço, disse Statler, cientista do programa da Nasa.

Mas os telescópios terrestres serão fundamentais para determinar se o DART alterou com sucesso o movimento do Dimorphos.

Texto e imagem reproduzidos do site: cnnbrasil.com.br

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Nasa encontra sinal de possível vida microbiana em Marte



Legenda e Fotos: Perseverance MarteNasa/JPL-Caltech/ASU/MSSS

Publicação compartilhada do site METRÓPOLES, de 16 de setembro de 2022  

Nasa encontra sinal de possível vida microbiana antiga em Marte

O Perseveranceda Nasa coletou uma das amostras "mais preciosas", que contêm potenciais bioassinaturas da existência de vida passada

Por Jacqueline Saraiva

Ainda não é uma prova da existência de vida passada em Marte, mas o Perseverance atingiu um marco importante nesta busca no planeta vermelho.

O rover da Nasa coletou uma das amostras “mais preciosas” até o momento, que contêm potenciais bioassinaturas da existência de vida passada. O material ainda precisa ser analisado na Terra, anunciou a agência espacial norte-americana na quinta-feira (15/9).

Texto e imagens reproduzidos do site: metropoles.com

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Primeiras imagens coloridas do telescópio espacial Webb

Legenda da foto: OBSERVATÓRIO Ilustração do telescópio James Webb: equipamento está a 1,5 milhão de km da Terra (Crédito da foto: Handout /NASA/AFP)

Publicado originalmente no site da revista ISTOÉ, em 12 de julho de 2022

James Webb, o telescópio criado para enxergar o nascimento do universo

Por Marcos Strecker

As primeiras imagens divulgadas pelo telescópio James Webb a partir da segunda-feira, 11, aliviaram a enorme expectativa dos especialistas e despertaram a curiosidade do público, mas ainda são apenas uma piscadela no potencial que essa máquina tem de ampliar a imagem que a humanidade tem do universo.

Pelas escalas superdimensionadas, enxergar mais longe significa olhar para o passado, é bom lembrar. Quando você olha para o sol, a luz da nossa estrela mais próxima levou oito minutos para chegar aqui. Quando o James Webb enxerga as galáxias mais distantes, a luz delas levou 13,5 bilhões de anos para chegar até a Terra. É possível que essas formações nem existam mais. O James Webb não mostra o cosmo como é atualmente, mas como era no nascimento do universo. Será capaz de revelar galáxias formadas poucas centenas de milhões de anos após o big bang, há cerca de 14 bilhões de anos.

Diferentemente dos telescópios caseiros ou mesmo do Hubble, o telescópio espacial que redefiniu a forma como enxergamos o universo nos últimos 30 anos, o James Webb (que fica estacionado num ponto do espaço a 1,5 milhão de quilômetros de distância da Terra) não “enxerga” no espectro visível da luz. Para ver a uma distância tão grande, está programado para registrar ondas infravermelhas, que não são aquelas que o olho humano enxerga. Isso em nada muda a qualidade das informações nem altera a percepção que teremos dos astros.

As pinturas rupestres mostravam como os primeiros humanos viam a realidade há 30 mil anos. Hoje, as imagens digitais suplantaram o desenho, a pintura e mesmo as fotografias químicas. Mas os rabiscos primitivos feitos nas cavernas pelos primeiros homens expressam a curiosidade humana e a realidade da mesma forma, com complexidade, sutileza e riqueza. A representação “artificial” do James Webb, como uma foto preto e branco colorizada artificialmente, tem a mesma legitimidade e importância.

Do ponto de vista científico, será possível compreender como se deu a explosão inicial e como o nascedouro de estrelas permitiu, depois, o nascimento da vida. É um feito tecnológico extraordinário que expande a compreensão que temos do universo. Por coincidência, na Terra, no mesmo momento, o maior acelerador de partículas já construído entrará em atividade (agora reformado e mais poderoso), o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), instalado no CERN (European Organization for Nuclear Research), na Suíça.

Os físicos acreditam que o novo LHC vai permitir quebrar de vez o modelo-padrão das partículas, a descrição da matéria e das forças que a sustentam e que explicaria todo o mundo físico. É esse modelo que predomina atualmente, juntamente com a teoria da relatividade, formulada por Einstein no início do século XX. Isso pode mudar, mostram descobertas feitas nos últimos anos. É surpreendente. A evolução tecnológica está permitindo ampliar as fronteiras do conhecimento de forma inédita, e mesmo assim nunca o homem pareceu tão involuído, exatamente como já antecipava a ficção científica no século XIX.

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Legenda da foto: Imagem colorida feita pelo telescópio espacial James Webb, da Nasa

Publicado originalmente no site da revista ISTOÉ, em 13 de julho de 2022  

Nasa revela primeiras imagens coloridas do telescópio espacial Webb

(Reuters) – Após uma prévia presidencial de uma imagem repleta de galáxias das profundezas do cosmos, funcionários da Nasa se reuniram na terça-feira para revelar mais de sua exibição inicial do Telescópio Espacial James Webb, o maior e mais poderoso observatório orbital já lançado.

O primeiro lote de fotografias coloridas e de alta resolução, que levou semanas para serem renderizadas a partir de dados brutos do telescópio, foi selecionado pela Nasa para fornecer imagens iniciais convincentes das principais áreas de investigação do Webb e uma prévia das missões científicas futuras.

Espera-se que o telescópio infravermelho de 9 bilhões de dólares, construído para a Nasa pela gigante aeroespacial Northrop Grumman Corp , revolucione a astronomia ao permitir que os cientistas perscrutem mais longe do que antes e com maior clareza o Cosmos, o alvorecer do universo conhecido.

Uma parceria entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Canadense, o Webb foi lançado no dia de Natal de 2021 e chegou ao seu destino em órbita solar, a quase 1 milhão de quilômetros da Terra, um mês depois.

Uma vez lá, o telescópio passou por um processo de meses para desdobrar todos os seus componentes, incluindo um escudo solar do tamanho de uma quadra de tênis, alinhar seus espelhos e calibrar seus instrumentos.

Com o Webb agora bem ajustado e totalmente focado, os astrônomos embarcarão em uma lista minuciosamente selecionada de projetos científicos que exploram a evolução das galáxias, os ciclos de vida das estrelas, as atmosferas de exoplanetas distantes e as luas do nosso sistema solar externo.

Vida Brilhante

A variedade de fotos era um segredo bem guardado até sexta-feira, quando a agência espacial postou uma lista de cinco objetos celestes escolhidos para sua grande revelação desta terça-feira, no Goddard Space Flight Center, da Nasa, em Maryland.

Aplausos e gritos de uma animada “equipe de torcida” James Webb deram as boas-vindas a cerca de 300 cientistas, engenheiros de telescópios, políticos e altos funcionários da Nasa e seus parceiros internacionais em um auditório lotado e animado antes dos discursos de abertura.

“Eu não sabia que estava vindo para um comício hoje”, disse o administrador da Nasa, James Nelson, do palco, entusiasmando que “cada imagem de Webb é uma descoberta”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, havia divulgado uma primeira imagem em um próprio briefing na Casa Branca na segunda-feira — uma imagem de um aglomerado de galáxias apelidado de SMACS 0723, revelando a visão mais detalhada do universo primitivo já registrada até hoje.

Textos e imagens reproduzidos do site: istoe.com.br

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Planeta que orbita estrela anã branca pode abrigar vida...

Legenda da Foto: Impressão artística de um planeta orbitando uma estrela anã branca. Esse planeta poderia sustentar a vida? 


Publicado originalmente no site BBC NEWS BRASIL, em 11 de fevereiro de 2022 


Planeta que orbita estrela anã branca pode abrigar vida, dizem cientistas 


Por Pallab Ghosh (Repórter de Ciência da BBC News) 


Cientistas dizem ter encontrado, nas proximidades de um sol moribundo, um planeta que poderia ter condições para suportar vida. 


Se isso for confirmado, esta seria a primeira vez que um planeta potencialmente ideal para vida foi encontrado orbitando uma estrela desse tipo, chamada de "anã branca". 


O planeta foi detectado na "zona habitável" da estrela, onde não é nem muito frio nem muito quente, ideal para que haja vida. 


O professor Jay Farihi, da University College London, que liderou o estudo, disse que a observação é inédita.


Texto e imagem reproduzidos do site: bbc.com