segunda-feira, 13 de abril de 2026

A Volta a Terra, da Artemis II



Publicação compartilhada do site G1 GLOBO JN, de 11 de abril de 2026 

'A Terra é um bote salva-vidas', afirma astronauta da Artemis II em primeira declaração após pouso

Tripulação quebrou recorde de distância da Terra e agora agência projeta retorno à superfície lunar em 2028 e viagem a Marte na próxima década.

Por Jornal Nacional

Os astronautas da missão Artemis II deram neste sábado (11) as primeiras declarações depois de retornarem da viagem histórica ao redor da Lua. Com o pouso considerado perfeito da nave Orion no Oceano Pacífico, a agência espacial americana agora já pensa nas missões futuras.

Foi com um auditório inteiro aplaudindo em pé que os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christine Koch e Jeremy Hansen foram recebidos na sede da Nasa, em Houston. Foi a primeira aparição deles desde a volta da missão Artemis II, nesta sexta (10).

O diretor da Nasa lembrou que eles quebraram o recorde de seres humanos que foram até o ponto mais distante da Terra na história. E missões como essa vêm com risco, que os astronautas aceitaram em nome do coletivo.

Depois, o comandante da missão, Reid Wiseman, riu: "Eu não tenho ideia do que dizer. 24 horas atrás, a Terra estava desse tamanhinho na janela, e agora estamos de volta à nossa casa."

Para os companheiros, disse: "Estamos ligados para sempre. Ninguém aqui embaixo vai saber o que passamos. Foi a coisa mais especial da minha vida."

O piloto Victor Glover agradeceu às famílias e disse que a gratidão pelo que passou é grande demais para um corpo só.

Christine Koch, astronauta na missão, contou que ela só sentiu o fim da missão quando passou pelo exame médico da volta, depois do pouso, e a enfermeira perguntou: "Posso te dar um abraço?".

Christine disse que aprendeu lá em cima o significado de tripulação: é um grupo que está disposto a se sacrificar uns pelos outros, que demonstra benevolência e que exige responsabilidade mútua. Uma tripulação compartilha as mesmas preocupações e as mesmas necessidades. Se mantém de modo bonito e inabalável unida pelo senso de dever.

Pensou nisso quando viu a Terra cercada por toda a escuridão do espaço. "A Terra é um bote salva-vidas pairando no universo." E concluiu: "Foi isso que aprendi: Terra, nós somos uma tripulação."

Por último, Jeremy Hansen, astronauta canadense, abriu com uma piada: "Esse é o mais longe que eu estive do Reid em um bom tempo". Não seja por isso. O capitão então se aproximou dele, provocando risadas.

Ele falou sobre a importância de a Nasa, a Agência Espacial Canadense e tantos departamentos se juntarem para tornar essa missão real. E disse que aprendeu sobre amor. "O que vocês viram foi um grupo de pessoas que amam contribuir e tiram alegria disso. Eu sugiro que, quando olharem para cima, vocês não vejam só nós, mas um espelho refletindo vocês."

Foi a celebração de uma missão que entra para os livros de História e que teve o último capítulo na noite de sexta.

Pouco antes das 21h, pelo horário de Brasília, a nave Orion se separou do módulo de serviço. Era hora de voltar à Terra, que ficava cada vez maior e mais nítida na janela. No contato com a atmosfera, a Orion virou uma bola de fogo, chegando a quase 3.000°C e a uma velocidade de 40.000 km/h.

A comunicação foi perdida com o centro da Nasa na Terra. Foram seis minutos de tensão, até que as equipes de resgate na costa de San Diego enxergaram o pontinho cruzando o céu. A nave estava inteira, no caminho planejado para o Oceano Pacífico, na costa da Califórnia. Onze paraquedas abriram em sequência e amorteceram o pouso.

Um desfecho que a Nasa resumiu em uma palavra: perfeito. As equipes de resgate se aproximaram com botes e helicópteros. E quando a porta enfim se abriu, a transmissão da Nasa se encheu de aplausos. Os astronautas foram içados por um helicóptero e levados a um porta-aviões, onde passaram por exames. Nas fotos, eles eram só sorrisos.

Mais tarde, o diretor de voo da Artemis disse que a equipe estava saudável e que tudo deu cirurgicamente certo. O pouso foi a cerca de um quilômetro do alvo inicial. O gerente do programa Orion afirmou que a missão é histórica pelo que representa para o futuro das missões e completou: "Temos muito mais a fazer".

Já em 2027 tem Artemis III. A missão vai ficar na órbita da Terra e vai testar outros módulos de pouso — que depois serão usados também na Lua. A Artemis IV vem com grande expectativa. Prevista para o início de 2028, é a missão em que se espera mandar astronautas de volta à Lua, com o primeiro pouso na superfície desde 1972.

E ainda tem a Artemis V, no fim de 2028. Os astronautas vão voltar à Lua para missões mais complexas, como construir uma base lunar. A ideia é que os astronautas possam viver e trabalhar lá e, assim, explorar ainda mais a Lua e também o espaço mais profundo. O plano da Nasa é que, na próxima década, consiga enviar astronautas para Marte.

Além dos avanços para a exploração espacial, a Artemis II também deixa um legado de novas tecnologias que nós devemos usar no dia a dia. Uma dessas tecnologias é a que permitiu mostrar fotos e vídeos da nave em alta qualidade e em tempo real.

Tudo isso graças ao sistema de comunicação ótico, que a Nasa desenvolve há mais de duas décadas. Com ele, os dados foram enviados à sede da Nasa em Houston em uma velocidade muito mais rápida do que as ondas de rádio usadas até agora. O novo sistema vai permitir uma troca de dados cada vez mais eficiente entre as equipes na Terra e no espaço, e pode revolucionar a infraestrutura da internet no planeta Terra.

Texto reproduzido do site: g1 globo com/jornal-nacional

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Terra se pondo




Legenda da foto - A Nasa publicou imagens surpreendentes da missão, incluindo a Terra se pondo atrás da superfície lunar

Fonte: BBC Brasil, de 7 de abril de 2026

A missão Artemis 2 da Nasa passou por todos os testes importantes desde o seu lançamento, no dia 1° de abril. O desempenho do foguete, da espaçonave e da tripulação foi melhor que os engenheiros imaginavam.

Texto e imagens reproduzidos do site: www bbc com/portuguese

sábado, 4 de abril de 2026

Imagem da Terra vista da missão Artemis II

Brasil aparece em primeira imagem da missão Artemis II 
Foto: NASA/Reid Wiseman

Publicação compartilhada do site G1 Globo, de 3 de abril de 2026 

Brasil aparece em primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II divulgada pela Nasa

País é visível em um trecho da imagem encoberto por nuvens. Parte do continente africano e a Península Ibérica também aparecem na fotografia, assim como o Oceano Atlântico e os polos do planeta.

Por Redação g1, g1

O Brasil aparece na primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II, divulgada pela Nasa nesta sexta-feira (3). O país aparece em um trecho da imagem encoberto por nuvens, como mostra a imagem acima.

Parte do continente africano e a Península Ibérica também são visíveis na fotografia, assim como o Oceano Atlântico e os polos do planeta, com luzes das auroras em cada extremidade...

Texto e imagem reproduzidos do site: g1 globo com/ciencia

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Imagem icônica "Nascer da Terra"...


Imagem icônica "Nascer da Terra” mostra a Terra surgindo no horizonte além da superfície lunar, enquanto a primeira espaçonave tripulada contornava a Lua. Foto: Divulgação/Nasa.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Artemis II está agora numa viagem... ao redor da Lua

Post compartilhado do Facebook/Astronomia Astrofisica & Cosmologia, de 1 de abril de 2026

Artemis II está agora numa viagem de 10 dias de 685.000 milhas ao redor da Lua.

A humanidade mais uma vez conquista o espaço profundo!

A missão Artemis II está agora em andamento numa impressionante viagem de 10 dias de 685.000 milhas ao redor da Lua. Depois de um lançamento bem sucedido, quatro astronautas viajaram muito além da órbita baixa da Terra, seguindo uma órbita histórica não vista antes desde a época do programa Apollo há mais de 50 anos.

Na nave espacial Orion, esta missão não é apenas uma viagem: é um teste crítico. Os sistemas de suporte de vida, navegação e comunicação serão levados aos seus limites no ambiente hostil do espaço profundo, abrindo caminho para o retorno final da humanidade à superfície da lua.

Cada segundo desta jornada representa mais um passo na direção ao futuro da exploração espacial. Estamos mais próximos do que nunca de viver uma nova era na Lua?

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Astronomia Astrofisica & Cosmologia

sexta-feira, 6 de março de 2026

Impacto de nave da NASA alterou órbita de asteroide...


Publicação compartilhada do site G1 GLOBO/CIÊNCIA, de 6 de março de 2026 

Impacto de nave da NASA alterou órbita de asteroide ao redor do Sol, aponta novo estudo

Mudança foi provocada pelo impacto da nave DART em 2022. É a primeira vez que cientistas conseguem alterar deliberadamente a órbita de um corpo celeste ao redor do Sol.

Por Associated Press

Um asteroide que a NASA usou como alvo em um teste há alguns anos acabou sendo empurrado para uma rota ligeiramente diferente ao redor do Sol.

A descoberta pode ajudar cientistas a desviar, no futuro, uma rocha espacial potencialmente destrutiva, segundo relataram pesquisadores nesta sexta-feira.

É a primeira vez que a órbita de um corpo celeste ao redor do Sol é alterada de forma deliberada. O asteroide atingido pela nave Dart, da NASA, nunca representou ameaça para a Terra.

“Este estudo representa um avanço importante na nossa capacidade de evitar impactos de asteroides na Terra no futuro”, escreveu a equipe internacional de pesquisadores em um artigo publicado na revista Science Advances.

As mudanças foram pequenas. Segundo os cientistas, o impacto reduziu em apenas um décimo de segundo o tempo da órbita e diminuiu em cerca 720 metros o percurso de uma volta ao redor do Sol — uma órbita que dura dois anos e percorre centenas de milhões de quilômetros.

“Embora pareça pouco, um pequeno desvio pode se acumular ao longo de décadas e fazer a diferença entre um asteroide potencialmente perigoso atingir ou não a Terra no futuro”, afirmou por e-mail o autor principal do estudo, Rahil Makadia, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

Segundo ele, em testes de defesa planetária, o essencial não é aplicar um grande empurrão de última hora, mas provocar um pequeno desvio com muitos anos de antecedência.

Lançada em 2021 no primeiro exercício de defesa planetária do mundo, a nave Dart colidiu deliberadamente com Dimorphos, um pequeno asteroide que orbita um corpo maior chamado Didymos.

Os dois giram juntos ao redor do Sol. Logo após o impacto, em 2022, a NASA confirmou que a colisão havia encurtado a órbita de Dimorphos ao redor do asteroide maior.

Agora, com base em observações feitas por telescópios ao redor do mundo, os cientistas confirmaram que o impacto também reduziu em 0,15 segundo o tempo que o sistema leva para completar uma volta ao redor do Sol.

Cada órbita dura 769 dias. Isso corresponde a uma desaceleração de pouco mais de 10 micrômetros por segundo e a uma redução de 720 metros na órbita de cerca de 480 milhões de quilômetros.

Os pesquisadores também observaram que as rochas e detritos lançados ao espaço na colisão contribuíram tanto quanto a própria nave para empurrar Dimorphos, dobrando o efeito do impacto.

No verão passado, uma equipe ítalo-americana estimou que cerca de 16 milhões de quilos de rocha e poeira foram ejetados.

Fora do nosso caminho

A boa notícia é que, mesmo com a mudança na trajetória, a Terra continua fora do caminho desses asteroides no futuro previsível.

Segundo Steven Chesley, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, que participou do estudo, esse sistema foi escolhido justamente por não representar risco para o planeta.

“Embora seja apenas um experimento, ele representa um dado importante que será útil para futuras missões de desvio de asteroides”, afirmou Chesley em um e-mail.

Os cientistas esperam aprender ainda mais sobre as consequências do impacto quando a nave Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA), chegar ao sistema em novembro.

Dimorphos tem cerca de 160 metros de diâmetro. Já Didymos, que gira rapidamente, mede cerca de 780 metros de largura e possui, segundo o novo estudo, cerca de 200 vezes mais massa que seu companheiro.

Diferentemente da Dart, a Hera não irá colidir com os asteroides. A nave permanecerá na região por vários meses realizando observações detalhadas.

Dois pequenos módulos experimentais também serão liberados e tentarão pousar no asteroide.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1 globo com/ciencia