sábado, 4 de abril de 2026

Imagem da Terra vista da missão Artemis II

Brasil aparece em primeira imagem da missão Artemis II 
Foto: NASA/Reid Wiseman

Publicação compartilhada do site G1 Globo, de 3 de abril de 2026 

Brasil aparece em primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II divulgada pela Nasa

País é visível em um trecho da imagem encoberto por nuvens. Parte do continente africano e a Península Ibérica também aparecem na fotografia, assim como o Oceano Atlântico e os polos do planeta.

Por Redação g1, g1

O Brasil aparece na primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II, divulgada pela Nasa nesta sexta-feira (3). O país aparece em um trecho da imagem encoberto por nuvens, como mostra a imagem acima.

Parte do continente africano e a Península Ibérica também são visíveis na fotografia, assim como o Oceano Atlântico e os polos do planeta, com luzes das auroras em cada extremidade...

Texto e imagem reproduzidos do site: g1 globo com/ciencia

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Imagem icônica "Nascer da Terra"...


Imagem icônica "Nascer da Terra” mostra a Terra surgindo no horizonte além da superfície lunar, enquanto a primeira espaçonave tripulada contornava a Lua. Foto: Divulgação/Nasa.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Artemis II está agora numa viagem... ao redor da Lua

Post compartilhado do Facebook/Astronomia Astrofisica & Cosmologia, de 1 de abril de 2026

Artemis II está agora numa viagem de 10 dias de 685.000 milhas ao redor da Lua.

A humanidade mais uma vez conquista o espaço profundo!

A missão Artemis II está agora em andamento numa impressionante viagem de 10 dias de 685.000 milhas ao redor da Lua. Depois de um lançamento bem sucedido, quatro astronautas viajaram muito além da órbita baixa da Terra, seguindo uma órbita histórica não vista antes desde a época do programa Apollo há mais de 50 anos.

Na nave espacial Orion, esta missão não é apenas uma viagem: é um teste crítico. Os sistemas de suporte de vida, navegação e comunicação serão levados aos seus limites no ambiente hostil do espaço profundo, abrindo caminho para o retorno final da humanidade à superfície da lua.

Cada segundo desta jornada representa mais um passo na direção ao futuro da exploração espacial. Estamos mais próximos do que nunca de viver uma nova era na Lua?

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Astronomia Astrofisica & Cosmologia

sexta-feira, 6 de março de 2026

Impacto de nave da NASA alterou órbita de asteroide...


Publicação compartilhada do site G1 GLOBO/CIÊNCIA, de 6 de março de 2026 

Impacto de nave da NASA alterou órbita de asteroide ao redor do Sol, aponta novo estudo

Mudança foi provocada pelo impacto da nave DART em 2022. É a primeira vez que cientistas conseguem alterar deliberadamente a órbita de um corpo celeste ao redor do Sol.

Por Associated Press

Um asteroide que a NASA usou como alvo em um teste há alguns anos acabou sendo empurrado para uma rota ligeiramente diferente ao redor do Sol.

A descoberta pode ajudar cientistas a desviar, no futuro, uma rocha espacial potencialmente destrutiva, segundo relataram pesquisadores nesta sexta-feira.

É a primeira vez que a órbita de um corpo celeste ao redor do Sol é alterada de forma deliberada. O asteroide atingido pela nave Dart, da NASA, nunca representou ameaça para a Terra.

“Este estudo representa um avanço importante na nossa capacidade de evitar impactos de asteroides na Terra no futuro”, escreveu a equipe internacional de pesquisadores em um artigo publicado na revista Science Advances.

As mudanças foram pequenas. Segundo os cientistas, o impacto reduziu em apenas um décimo de segundo o tempo da órbita e diminuiu em cerca 720 metros o percurso de uma volta ao redor do Sol — uma órbita que dura dois anos e percorre centenas de milhões de quilômetros.

“Embora pareça pouco, um pequeno desvio pode se acumular ao longo de décadas e fazer a diferença entre um asteroide potencialmente perigoso atingir ou não a Terra no futuro”, afirmou por e-mail o autor principal do estudo, Rahil Makadia, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

Segundo ele, em testes de defesa planetária, o essencial não é aplicar um grande empurrão de última hora, mas provocar um pequeno desvio com muitos anos de antecedência.

Lançada em 2021 no primeiro exercício de defesa planetária do mundo, a nave Dart colidiu deliberadamente com Dimorphos, um pequeno asteroide que orbita um corpo maior chamado Didymos.

Os dois giram juntos ao redor do Sol. Logo após o impacto, em 2022, a NASA confirmou que a colisão havia encurtado a órbita de Dimorphos ao redor do asteroide maior.

Agora, com base em observações feitas por telescópios ao redor do mundo, os cientistas confirmaram que o impacto também reduziu em 0,15 segundo o tempo que o sistema leva para completar uma volta ao redor do Sol.

Cada órbita dura 769 dias. Isso corresponde a uma desaceleração de pouco mais de 10 micrômetros por segundo e a uma redução de 720 metros na órbita de cerca de 480 milhões de quilômetros.

Os pesquisadores também observaram que as rochas e detritos lançados ao espaço na colisão contribuíram tanto quanto a própria nave para empurrar Dimorphos, dobrando o efeito do impacto.

No verão passado, uma equipe ítalo-americana estimou que cerca de 16 milhões de quilos de rocha e poeira foram ejetados.

Fora do nosso caminho

A boa notícia é que, mesmo com a mudança na trajetória, a Terra continua fora do caminho desses asteroides no futuro previsível.

Segundo Steven Chesley, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, que participou do estudo, esse sistema foi escolhido justamente por não representar risco para o planeta.

“Embora seja apenas um experimento, ele representa um dado importante que será útil para futuras missões de desvio de asteroides”, afirmou Chesley em um e-mail.

Os cientistas esperam aprender ainda mais sobre as consequências do impacto quando a nave Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA), chegar ao sistema em novembro.

Dimorphos tem cerca de 160 metros de diâmetro. Já Didymos, que gira rapidamente, mede cerca de 780 metros de largura e possui, segundo o novo estudo, cerca de 200 vezes mais massa que seu companheiro.

Diferentemente da Dart, a Hera não irá colidir com os asteroides. A nave permanecerá na região por vários meses realizando observações detalhadas.

Dois pequenos módulos experimentais também serão liberados e tentarão pousar no asteroide.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1 globo com/ciencia

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Cientistas encontram indício... de vida em outro planeta

Imagem ilustrativa, postada pelo blog

Texto compartilhado do site [g1 globo com/ciencia], de 16 de abril de 2025 

Cientistas encontram indício mais forte até hoje de vida em outro planeta

Foram detectados na atmosfera desse planeta impressões químicas de gases que, na Terra, são produzidos apenas por processos biológicos.

Por Reuters

Em uma possível descoberta histórica, cientistas usando o telescópio espacial James Webb obtiveram o que chamam de sinais mais fortes até agora de possível vida além do nosso sistema solar.

Foram detectados na atmosfera de um planeta alienígena as impressões químicas de gases que, na Terra, são produzidos apenas por processos biológicos.

Os dois gases — dimetil sulfeto (DMS) e dissulfeto de dimetila (DMDS) — observados no planeta chamado K2-18 b, são gerados na Terra por organismos vivos, principalmente por vida microbiana como o fitoplâncton marinho (algas).

Isso sugere que o planeta pode estar repleto de vida microbiana, segundo os pesquisadores. No entanto, eles enfatizaram que não estão anunciando a descoberta de organismos vivos, mas sim de uma possível bioassinatura — um indicativo de processo biológico — e que os achados devem ser vistos com cautela, sendo necessárias mais observações.

Ainda assim, os cientistas demonstraram entusiasmo. “Esses são os primeiros indícios de um mundo alienígena possivelmente habitado”, disse o astrofísico Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, autor principal do estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

“Este é um momento transformador na busca por vida além do sistema solar. Demonstramos que é possível detectar bioassinaturas em planetas potencialmente habitáveis com os recursos atuais. Entramos na era da astrobiologia observacional”, afirmou Madhusudhan.

Ele observou que existem vários esforços em andamento para encontrar sinais de vida no nosso sistema solar, como em Marte, Vênus e em diversas luas geladas.

K2-18 b é 8,6 vezes mais massivo que a Terra e tem um diâmetro cerca de 2,6 vezes maior. Ele orbita na “zona habitável” — uma distância de sua estrela onde a água líquida pode existir na superfície — de uma anã vermelha menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 124 anos-luz da Terra, na constelação de Leão.

Um “mundo hycean”

Desde os anos 1990, cerca de 5.800 exoplanetas (planetas fora do nosso sistema solar) foram descobertos. Cientistas têm criado hipóteses sobre a existência dos chamados mundos hycean — cobertos por oceanos de água líquida habitáveis por microrganismos, com atmosfera rica em hidrogênio.

Observações anteriores do Webb, que foi lançado em 2021 e entrou em operação em 2022, já haviam identificado metano e dióxido de carbono na atmosfera de K2-18 b — a primeira vez que moléculas baseadas em carbono foram detectadas na atmosfera de um exoplaneta na zona habitável de uma estrela.

“O único cenário que atualmente explica todos os dados obtidos até agora pelo JWST, incluindo as observações passadas e atuais, é aquele onde K2-18 b é um mundo hycean repleto de vida”, disse Madhusudhan. “No entanto, precisamos estar abertos e continuar explorando outros cenários.”

Segundo ele, nesses mundos, caso existam, é de se esperar vida microbiana, possivelmente semelhante à encontrada nos oceanos da Terra. Os oceanos desses planetas seriam mais quentes. Quanto à possibilidade de organismos multicelulares ou vida inteligente, Madhusudhan foi cauteloso: “Não podemos responder essa pergunta neste estágio. A suposição básica é de vida microbiana simples.”

Os gases DMS e DMDS, pertencentes à mesma família química, têm sido apontados como importantes bioassinaturas em exoplanetas. O telescópio detectou a presença de um ou outro (ou ambos) na atmosfera do planeta com 99,7% de confiança estatística, o que ainda deixa uma chance de 0,3% de ser um erro ou ruído estatístico.

Eles foram detectados em concentrações atmosféricas superiores a 10 partes por milhão em volume.

“Para comparação, isso é milhares de vezes mais do que suas concentrações na atmosfera da Terra, e não pode ser explicado sem atividade biológica, segundo o conhecimento atual”, afirmou Madhusudhan.

Cientistas que não participaram do estudo recomendaram cautela.

“Os dados de K2-18 b são riquíssimos, tornando-o um mundo fascinante”, disse Christopher Glein, cientista do Southwest Research Institute, no Texas. “Esses novos dados são uma contribuição valiosa, mas devemos testá-los o máximo possível. Espero ver mais análises independentes já na próxima semana.”

K2-18 b pertence à classe de planetas “sub-Netuno”, com diâmetro maior que o da Terra, mas menor que o de Netuno (o menor gigante gasoso do nosso sistema solar).

Para determinar a composição química da atmosfera de um exoplaneta, os astrônomos analisam a luz de sua estrela enquanto o planeta passa na frente dela do ponto de vista da Terra — isso é chamado de método de trânsito. Durante esse trânsito, parte da luz da estrela atravessa a atmosfera do planeta e, ao ser captada pelo telescópio, permite determinar os gases presentes.

As observações anteriores do Webb já haviam sugerido a presença de DMS. As novas observações usaram um instrumento diferente e outra faixa de luz para confirmação.

“O Santo Graal da ciência de exoplanetas”, disse Madhusudhan, “é encontrar evidências de vida em um planeta parecido com a Terra, fora do nosso sistema solar.”

Madhusudhan disse que a humanidade se pergunta há milênios se estamos sozinhos no universo, e que agora talvez estejamos a apenas alguns anos de descobrir uma possível vida alienígena em um mundo hycean.

Mas ele ainda pediu prudência:

“Primeiro, precisamos repetir as observações duas ou três vezes para garantir que o sinal é real e aumentar a significância da detecção, até que a probabilidade de erro estatístico seja menor que uma em um milhão”, disse.

“Segundo, precisamos de mais estudos teóricos e experimentais para garantir se não há um mecanismo abiótico (sem envolver vida) que possa produzir DMS ou DMDS em uma atmosfera como a de K2-18 b.”

Apesar de estudos anteriores já considerarem esses gases como bioassinaturas confiáveis, inclusive nesse planeta, Madhusudhan conclui:

“É um grande se que os dados estejam mesmo apontando para vida. E não interessa a ninguém afirmar prematuramente que detectamos vida.”

Texto reproduzido do site: g1 globo com/ciencia